Infraestrutura e setor elétrico podem ganhar peso no Ibovespa

Mercados - Ações desses segmentos tendem a se beneficiar mais em um cenário de recuperação econômica Em um momento de definições políticas e...

Mercados - Ações desses segmentos tendem a se beneficiar mais em um cenário de recuperação econômica




Em um momento de definições políticas e da expectativa positiva para a esperada retomada do crescimento econômico, analistas começam a antever setores que podem aumentar sua participação na composição do Ibovespa, o principal índice da bolsa de valores. As maiores apostas estão com as áreas de energia elétrica e infraestrutura. O setor de consumo, que já aumentou sua presença no índice nos últimos anos, também pode ganhar uma parcela maior de participação.

A perspectiva de um aumento das fusões e aquisições das empresas do setor de energia elétrica nos próximos meses é o principal fator que coloca a área entre as preferidas dos analistas. As ações dessas empresas já têm sido destaque neste ano, estando entre as maiores valorizações acumuladas no pregão. Os papéis ordinários da Eletrobras, por exemplo, já subiram 222% neste ano, enquanto o Ibovespa tem alta de 33% no período.

Se essa percepção for confirmada, o setor de energia vai retomar o peso que já teve no Ibovespa há alguns anos. "Se a área continuar com essa expectativa positiva de fusões e aquisições fará com que aumente o interesse dos investidores pelos papéis das empresas. Com isso, o preço da ação deve subir, e o 'free float' [as ações em circulação] também deve aumentar", diz um estrategista de um banco local.

O setor de energia elétrica já foi um dos de maior participação no Ibovespa. Em 2000, época das privatizações, a área representava 19,78% do Ibovespa. Mas acabou por perder seu brilho: hoje representa apenas 5,34% do índice acionário que reúne as mais negociadas ações brasileiras.

No caso do setor de infraestrutura, uma retomada econômica puxada por investimentos daria mais peso ao segmento, podendo se refletir na sua participação no Ibovespa. "[Mas] Imaginamos que a retomada será lenta para padrões históricos, o que deve fazer com que as mudanças de peso no índice também sejam mais lentas do que no passado", pondera Octavio de Barros, economista-chefe do Bradesco.

As principais ações ligadas ao segmento de infraestrutura, como CCR, Ecorodovias, Rumo Logística e Weg, que fazem parte do Ibovespa, têm uma participação de 5,18% do índice. Esse percentual é bem próximo da participação que o segmento mantinha no Ibovespa há 16 anos, de 4,83%.

Outro setor em destaque, que deve continuar em alta no Ibovespa, é o das ações ligadas às empresas de consumo. "O crescimento da economia deve favorecer as empresas desse setor e também as instituições financeiras, que se beneficiam do aumento das concessões de crédito e de financiamento", diz Roberto Reis, superintendente de gestão de fundos do Santander Asset Brasil.

A composição do Ibovespa passou por diversas mudanças nos últimos anos, acompanhando os ciclos econômicos. Atualmente, a maior parte das empresas que fazem parte do índice são uma representação da economia real, o que é positivo para o investimento estratégico em ações.

Os setores com a maior participação no Ibovespa são os de consumo e financeiro. Juntos, esses dois segmentos representam 60% do índice acionário. As duas áreas são computadas juntas porque o sistema financeiro se beneficia de um crescimento do consumo, por meio da concessão de crédito e de financiamentos. "Com essa composição, o Ibovespa representa melhor a economia brasileira, já que dois terços do PIB [Produto Interno Bruto] também são originados do setor de consumo", afirma Reis.

A atual composição do índice também torna os investimentos mais previsíveis. Se o investidor projeta crescimento do PIB, consequentemente as ações desses setores também devem ter um desempenho positivo. "Ganharam participação no ciclo recente os setores que conseguiram preservar sua rentabilidade mesmo nesta fase aguda da economia", diz Barros.

Como comparação, em 2008 o setor de consumo representava apenas 27% da composição do Ibovespa. Naquela época, os papéis que dominavam o índice eram das empresas do setor de commodities, com 44% de participação. Foi um momento em que a economia chinesa estava em expansão e consumia commodities do mundo todo. "Essa situação não deve se repetir. Não projetamos um superciclo de commodities novamente", diz Reis.

No início dos anos 2000, a prevalência de companhias no Ibovespa era de papéis ligados a empresas em processo de privatização, como as de telecomunicações. Naquela época, o governo federal adotou um modelo de crescimento que previa a redução da participação do Estado na economia. A presença dessas companhias no índice era de 50%.

Como comparação, a composição do S&P 500, um dos principais índices da bolsa americana, também tem uma presença maior das ações do setor de consumo, com 38,29%. Neste percentual, estão incluídas as ações do setor financeiro. A segunda maior representatividade é do setor de tecnologia da informação, com 20,87% de participação.

Há dois anos, a BM&FBovespa mudou o modelo de composição do Ibovespa. Além da liquidez, o valor de mercado das empresas também passou a ser considerado. O cálculo do índice considera um terço da participação no número de negócios e dois terços do volume financeiro da bolsa. Antes, o que prevalecia era o critério de liquidez, o que fez com que empresas com baixo valor de ações, como a OGX, pudessem figurar entre as de maior peso no índice. A mudança ocorreu para tornar o índice menos suscetível a oscilações bruscas de alguns papéis.

Fonte: Valor Econômico

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